Entenda os motivos de uma passagem de ônibus aumentar
Em um cenário de constante movimento e evolução nas cidades, a mobilidade urbana e o transporte público desempenham um papel crucial na conectividade e no funcionamento eficiente das áreas urbanas.
No entanto, à medida que as demandas da sociedade se transformam e os custos operacionais se modificam, questões como o aumento da tarifa de ônibus emergem como temas de relevância, gerando debates.
Mas o que de fato leva ao reajuste?
Existem diversos fatores que podem contribuir para que uma passagem de ônibus aumente, e é importante compreender esses motivos para uma análise mais completa da situação.
Motivos pelos quais a passagem de Ônibus sofre reajuste
O aumento de tarifa de ônibus é baseado na análise de alguns fatores, que constam de uma planilha da década de 90 do extinto Geipot (Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes). Dessa forma, o cálculo da passagem de ônibus é obtido por meio da divisão do custo médio por quilômetro (R$/km) e do IPK (passageiro/km).
De forma resumida, os principais insumos que influenciam no custo do quilômetro são:
- Combustível
- Salários dos motoristas e cobradores
- Pneus
- Seguros
- Veículo padrão
“Por este modelo de cálculo tarifário, o custo quilométrico do sistema é dividido pelo índice de passageiros por quilômetro (IPK), o que significa que dispêndios com mão de obra, combustíveis, material rodante, lubrificantes, peças e acessórios, entre outros, são divididos entre os usuários pagantes”, explica o diretor da Viação UTIL, Jacob Barata Filho.
Esses insumos que influenciam no aumento de tarifa de ônibus recebem diretamente o reflexo da inflação, um fator econômico que impacta diretamente os custos de operação das empresas de transporte público.
Quando há aumento nos preços dos combustíveis, materiais e mão de obra, as empresas podem enfrentar maiores despesas, o que pode resultar em um reajuste no valor das passagens para cobrir esses custos adicionais.
Segundo Jacob Barata Filho, num cenário de inflação e perda de passageiros, a elevação dos custos e a diminuição do volume de usuários obviamente concorrem para o aumento das tarifas. E é aqui que entra um aspecto a ser ressaltado. “Existe uma diferença conceitual entre tarifa e preço da passagem: a tarifa é o resultado de um cálculo técnico, como o que é seguido na metodologia do Geipot, já o preço da passagem é uma decisão política, tomada pela autoridade competente, de acordo com o que considera razoável ser pago pelos usuários do sistema”, salienta Jacob Barata Filho.
O fato é que a tarifa de ônibus se tornou o principal problema da mobilidade urbana.
Em muitas cidades, a tarifa de ônibus não cobre integralmente os custos operacionais. Governos municipais ou estaduais podem fornecer subsídios para compensar essa diferença.
Quando esses subsídios são reduzidos, as empresas de transporte podem ser forçadas a aumentar as tarifas para equilibrar as contas.
O diretor da Viação UTIL, Jacob Barata Filho concorda. “No Brasil, diferenças entre os preços das passagens e as tarifas via de regra não são compensadas pelo poder público”, reforça.
O resultado disso pode ser sentido no bolso do usuário do transporte público.
É isso que indica uma pesquisa feita pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) e CNT (Confederação Nacional do Transporte), que classificou o preço da passagem de ônibus como principal problema dos transportes públicos no Brasil, superando até mesmo, a falta de segurança.
Como o valor da passagem influência na qualidade do transporte público
Apesar do preço da passagem de ônibus ser considerado um dos principais problemas do transporte público no Brasil, é importante ressaltar que o reajuste não é puxado apenas pela inflação, mas pela necessidade das empresas de ônibus de investirem em melhorias para os passageiros.
As empresas de transporte público têm a responsabilidade de oferecer um serviço de qualidade que atenda às necessidades dos passageiros e contribua para uma mobilidade urbana eficiente e acessível.
Para isso, é necessário investir em melhorias que impactem diretamente a experiência dos usuários. Isso inclui não apenas a manutenção da frota e a ampliação da oferta de horários, mas também a implementação de tecnologias que facilitem a vida dos passageiros, como sistemas de bilhetagem eletrônica, aplicativos de acompanhamento em tempo real e informações claras sobre rotas e horários.
Além disso, a busca por maior conforto e segurança dos passageiros também deve ser considerada. A modernização dos veículos com características mais ergonômicas, a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e espaços adequados para acomodação são aspectos que influenciam diretamente na percepção da qualidade do serviço.
“Hoje a sustentabilidade faz parte do planejamento estratégico de qualquer empresa que atue no transporte coletivo, mas esse esforço não pode ser isolado, pois uma mobilidade urbana sustentável começa com a reorganização do espaço urbano e é determinada pelo grau de acessibilidade que uma cidade confere aos seus cidadãos”, afirma Jacob Barata Filho, diretor da Viação UTIL.
É importante ressaltar que o aumento de tarifa de ônibus é um tema complexo e envolve uma série de fatores interligados. As decisões tomadas pelos órgãos regulares e empresas de transporte devem considerar não apenas a sustentabilidade financeira, mas também o impacto socioeconômico nos usuários do transporte público.
O desafio é encontrar um equilíbrio entre a viabilidade econômica e a acessibilidade do serviço para a população.
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