Economia Mercado de GNL doméstico necessita de demanda firme

Mercado de GNL doméstico necessita de demanda firme

A produção de GNL doméstico no Brasil tem avançado, mas ainda precisa de uma demanda consistente, segundo o especialista Eduardo Navarro Antonello, fundador da Golar Power e da Macaw Energies.

Embora a construção de novos dutos seja um passo positivo, o País ainda está batendo recordes de reinjeção de gás, sem aproveitar o máximo potencial desse combustível. Nesse cenário, diversos consultores opinam sobre a necessidade de um incentivo no uso, e não apenas na extração e redirecionamento do Gás Natural Liquefeito brasileiro.

Veja a opinião de especialistas quanto ao GNL doméstico e quais as alternativas para criar demanda e gerar competitividade no mercado internacional.

Mercado de GNL doméstico em expansão

O mercado de GNL doméstico no Brasil vem passando por processos de expansão nos últimos anos. Atualmente, existem oito terminais em construção ou desenvolvimento em todo o território.

Isso foi possível graças à Lei do Gás, criada em 2021. O projeto de Lei 4.476 de 2020 visa incentivar o mercado e baratear o gás por meio da participação da iniciativa privada.

A mudança nas formas de contratação obrigam o compartilhamento de estruturas existentes, além de permitir a construção de outros dutos para atender as necessidades de grandes consumidores.

Na prática, a lei poderia injetar R$630 bilhões em investimentos e gerar mais de 4 milhões de empregos. Entretanto, não existe incentivo por meio de demanda, o que inviabiliza essa expansão real.

Segundo Eduardo Navarro Antonello, consultor e fundador da Golar Power e da Macaw Energies, em entrevista para a Poder360, “A Lei do gás foi muito positiva para o país, mas existe espaço para fomentar ainda mais o uso do gás natural e, dessa forma, estimular o desenvolvimento de infraestrutura para o escoamento desse gás. Mas uma coisa está atrelada a outra”.

Além dos canais já em operação, o Brasil também está com um projeto de larga expansão, conhecido como Gasoduto Rota 3. Ele possui aproximadamente 355 km de extensão total, com trechos marítimos e terrestres.

A intenção é escoar Gás Natural Liquefeito da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, o Rota 3 teve seu desenvolvimento suspenso pela empresa privada responsável, e adiou a inauguração da obra para março de 2023, mas sem confirmações oficiais.

Isso corrobora a necessidade de incentivo na expansão do mercado de GNL doméstico no Brasil, não apenas na estrutura física, mas no uso e demanda desse gás.

Investimento no GNL

De acordo com a ANP, em janeiro de 2022 o Brasil reinjetou cerca de 49,8% de toda a produção de GNL doméstico. Essa prática é uma técnica industrial para otimizar a extração de petróleo.

Uma vez que esse commodity é mais valorizado, com uma maior demanda, ocorre a reinjeção para aumentar a pressão e facilitar o processo de retirada do petróleo. Além disso, a falta de dutos e locais de armazenamento pode fazer com que o gás queime e lance tóxicos na atmosfera.

Por esse motivo, o Brasil opta por reinjetar quase metade do seu Gás Natural Liquefeito de volta nos poços.

Para especialistas, como Eduardo Navarro Antonello, não é questão de construir mais terminais, mas criar uma demanda firme que incentive o investimento, e não apenas a reinjeção.

Na opinião do consultor, os produtores de gás precisam de um consumo estável para estimular o desenvolvimento de infraestrutura. Uma demanda firme aumentaria a oferta nacional e tornaria o mercado mais competitivo, levando o Brasil a alcançar a independência energética.

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